24 de janeiro de 2014
As sonatas de Paul Hindemith em Portalegre
Sáb. 25 Janeiro - Recital de sonatas de Paul Hindemith
Sonatas para trombone e piano, flauta e piano e viola solo, interpretado pelo Ensemble Contemporaneus
Pequeno Auditório
21.30h
Bilhete adulto - 8 €
Bilhete criança (até aos 12 anos inclusive) - 5 €
Na compra de 2 adultos oferta de um bilhete criança
M/4 anos
Paul Hindemith (1895-1963) foi o primeiro compositor importante a emergir na Alemanha do pós-guerra, destacando-se pelo seu ecletismo e pela sua postura experimentalista. As suas primeiras obras revelam ainda uma ligação ao estilo de um romantismo tardio, na linha de Brahms, Strauss e Reger. Foi a partir da década de 20 que o compositor se afastou dos caminhos convencionais, começando a refletir-se na sua obra uma atitude anti-romântica.
Entre 1935 e 1955, escreveu cerca de vinte e cinco sonatas para a maior parte dos instrumentos de orquestra, inclusivamente para aqueles cujo repertório solo era limitado, como o Fagote ou a Tuba, por exemplo. Neste concerto, serão apresentadas as sonatas para Viola (op. 25, n.º 1, de 1922), Flauta (de 1936), e Trombone (de 1941).
23 de janeiro de 2014
22 de janeiro de 2014
21 de janeiro de 2014
20 de janeiro de 2014
Em breve em livro: Do Japão para o Alentejo - A Embaixada Japonesa Tenshö em Vila Viçosa no ano de 1584
O grande mentor desta iniciativa foi o Visitador Jesuíta das Índias Orientais, Padre Alessandro Valignano (1539-1606) que organizou a visita a Roma para os príncipes cristãos japoneses convertidos com um duplo objetivo: esclarecer o Papa com os feitos das Missões na Ásia e impressionar os nobres japoneses com o poder e o estatuto de Roma e dos grandes Senhores europeus.
Os nomes dos príncipes eram Ito Sukemasu (Dom Mancio, 12 anos de idade), Chijia Naokazu (D. Miguel, 14 anos de idade) , Hara Nakatsukasa (D. Martinho, 13 anos de idade) e Nakaura Jingoro (D. Julião, 12 anos de idade). Estavam acompanhados pelos Jesuíta português, Diogo de Mesquita (1553-1614), tutor e intérprete e os servos, com os nomes de Agostinho e Constantino. Este périplo pela Europa, África, Índia, Macau e Japão durou 8,5 anos.
Quando chegaram a Vila Viçosa, os embaixadores japoneses tinham a aproximadamente a mesma idade que D. Teodósio II (entre os doze e os catorze anos) e os destinos do Ducado de Bragança eram dirigidos por D. Catarina, viúva do 6º Duque D. João I e neta do Rei D. Manuel I (filha do Infante D. Duarte e de D. Isabel de Bragança). O que se pretende demonstrar com esta pesquisa prende-se com o facto de Vila Viçosa ter sido mais do que uma escala conveniente. De facto, em termos de percurso no caminho para Madrid, de Évora, onde a comitiva japonesa foi recebido pelo Arcebispo D. Teotónio de Bragança, teria sido possível para o grupo chegar a Elvas num dia.
Contudo, o facto da delegação ter visitado Vila Viçosa durante quatro dias no caminho para Roma e mais quatro dias no regresso dá-nos a indicação da importância da Casa de Bragança aos olhos da Igreja e do próprio contexto político nacional desse período. A delegação japonesa visitou Vila Viçosa duas vezes, permanecendo aqui por quatro dias em cada ocasião, o que nos demonstra bem a importância do Ducado.
Durante o ducado de D. Teodósio II, e desde os seus antecessores, D. Teodósio I e D. João I Vila Viçosa tornara-se a manifestação ou personificação clara da “Corte na Aldeia”, com o centro nevrálgico instituído na expressão arquitetónica monumental do Paço Ducal, sinal de grandeza e pretexto sempre renovado de concorrência e ultrapassagem à invasora corte castelhana.
A Casa de Bragança possuía uma autonomia de governação e lógica própria, que se materializava pelo controlo e expansão de recursos tipicamente senhoriais. Dai que ao longo do período filipino, os Bragança mantivessem uma estabilidade política invejável, já que não dependia do arbítrio régio, a que se acrescia a fidelidade das casas senhoriais e dos nobres que a rodeavam ou de grupos de familiares de exclusiva implantação regional e local.
Nesse sentido, a visita a Vila Viçosa assumiu contornos bastante importantes, na medida em que, tal como pretendemos esclarecer, não se tratou somente de uma visita de cortesia. Como a investigação veio a demonstrar, tornaram-se mais claros os objetivos decorrentes da visita à Corte de D. Teodósio II, quer por parte dos Embaixadores Japoneses, quer em relação aos interesses políticos do Ducado de Bragança.
Parece pois provável, que, aliada a uma natural curiosidade despertada pela presença da comitiva japonesa em solo português, estivessem subjacentes alguns objetivos políticos, também tendo em conta a situação vivida durante este período em Portugal, com o reinado de Filipe II de Espanha.
O relato da passagem por Vila Viçosa e a descrição de alguns episódios que tiveram lugar entre o Paço e a Tapada mereceram uma atenção especial, assim como a análise dos fatores que parecem ter estado na origem desta deslocação à Corte dos Duques de Bragança.
(Tiago Salgueiro)
19 de janeiro de 2014
18 de janeiro de 2014
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