19 de janeiro de 2014

Onze fotos de Olivença, vila alentejana














1 comentário:

  1. SONETO:AI, OLIVENÇA

    Olivença, amando-te te versejo
    escrevendo com paixão poesias,
    esperando que com o meu desejo
    sobre ti nasçam novas melodias!

    Não sei se a muito mais eu almejo,
    mas creio que é com alegorias
    como as muitas com que te cotejo
    que te prestarão justas honrarias!

    Olivença, dizem que eu sou louco
    por fazer sobre ti tanto soneto
    e que até sem querer te apouco...

    Ai, Olivença, só me comprometo
    a fazer melhor, pois 'inda fiz pouco!
    Tens em ti o teu próprio libreto!

    Estremoz, 26 de Dezembro de 2013
    Carlos Eduardo da Cruz Luna

    SONETO: UM MISTÉRIO DE OLIVENÇA

    Ouvi dizer qu'Olivença apaixona
    quem a visita, logo à primeira vez,
    e que tem uma alma qu'aprisiona
    como a que com Pedro se serviu Inês!

    Algo em Olivença proporciona
    pensamentos tais que, com insensatez,
    cada qual, enlevado, s'abandona
    a sentimentos d'invulgar lucidez!

    Surgem reparos de pura admiração,
    brotam poemas d'índole diversa,
    nasce algo novo em cada coração...

    Olivença, de beleza perversa,
    despertas tanta, mas tanta, emoção,
    qu'a nossa razão por ti é submersa!!!

    Estremoz, 03 de Maio de 2013
    Carlos Eduardo da Cruz Luna

    Soneto: CANTAR-TE-EI , OLIVENÇA

    Não sei que mais dizer a teu respeito
    que por outros não tenha sido dito!
    Mas, Olivença, bates no meu peito
    com força de tamanho infinito...

    Por isso nenhum poema já feito
    esgotou em mim aquilo em qu' acredito:
    que cantar-te tem em mim o efeito
    de aliviar o meu coração aflito!

    Não sei se em mim encontro engenho
    p'ra continuar a cantar o que em ti
    me faz pôr à mostra tudo o que tenho!

    Só posso dizer que tudo o que senti
    foi renovar-se em mim o empenho
    de conhecer muito mais do que já vi!

    Estremoz, 7 de Janeiro de 2013
    Carlos Eduardo da Cruz Luna

    Soneto: UMA MULHER CHAMADA OLIVENÇA

    Olivença é como mulher que se ama,
    por quem o coração bate no peito;
    de Olivença se espera e se reclama
    que seja um ser quase que perfeito!!!

    Em Olivença vislumbra-se a chama
    que arde em destino de fado feito;
    um amor que cada vez mais se inflama
    quando a sua beleza produz efeito!!!

    Olivença são muralhas, catedrais,
    capelas, gentes, ruas e aldeias,
    histórias escondidas, vivos vitrais...

    Olivença livre de cadeias
    com as suas memórias imortais
    reveladas ao mundo sem peias!!!

    Estremoz, 6 de Janeiro de 2013
    Carlos Eduardo da Cruz Luna

    -POESIA DE CARLOS LUNA LIDA EM VOZ
    ALTA EM OLIVENÇA EM 12-Junho-2010

    OLIVENÇA É POESIA
    (ou "A POESIA DE OLIVENÇA")

    Olivença, fonte de tanta poesia,
    cidade tão cheia de encantos,
    de variadas belezas elegia,
    de memórias de heróis e santos.

    Em tuas casas, em cada frontaria,
    se vêem motivos para cantos,
    seja em palácios de fidalguia,
    seja em mais humildes recantos.

    Diante de cada Igreja, um poema!
    Olhando as muralhas, uma rima!
    Em cada rua, "sente-se" um tema!

    Nas aldeias, com o Sol por cima,
    e no meio da brancura extrema,
    surge inspiração que te sublima!

    Estremoz, 06 de Outubro de 2008
    Carlos Eduardo da Cruz Luna


    TRAINDO PESSOA?(EM DEFESA DO PORTUGUÊS DE OLIVENÇA)

    «A minha Pátria é a Língua Portuguesa»,/
    disse o imortal Fernando Pessoa./
    Esta frase de suprema delicadeza/
    tornou-se mote no Brasil e em Lisboa.//

    Em Português se exprime uma certeza,/
    ou uma emoção, no Maputo ou em até em Goa;/
    na mesma língua se elogia a beleza/
    de um samba, de um fado na Madragoa!//

    O Português fala-se com dedicação,/
    a Língua usa-se até para uma ofensa;/
    nela se exprime ódio, dúvida, e paixão.//

    Mas... pouca gente, ao falá-la, pensa/
    acudir, como seria sua obrigação/
    ao Português que se fala em Olivença ! //

    Carlos Luna 30-Março-2008

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