Na sequência da Estratégia que temos vindo a desenvolver para o Desenvolvimento e Promoção da Fileira dos Recursos Micológicos no Baixo Alentejo, a ADPM irá promover durante este mês a visita de 27 apanhadores de cogumelos do concelho de Mértola ao Festival do Cogumelo em Alcaide, participando em passeios micológicos, palestras e workshops.
Uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o fascinante mundo dos cogumelos.
13 de novembro de 2013
12 de novembro de 2013
11 de novembro de 2013
Bonecos do Mundo em Estremoz
Irá realizar-se no próximo dia 13 de novembro, na Biblioteca Municipal de Estremoz, com sessão dupla às 10h30 e às 14h30 horas, uma mostra de Marionetas intitulada “Bonecos do Mundo” do TRULÉ.
O espetáculo “Bonecos do Mundo” resulta do encontro de marionetas tradicionais de várias partes do Mundo com marionetas do TRULÉ, também elas viajadas pelo Mundo e, por isso, do Mundo.
“Bonecos do Mundo” é um espetáculo formativo e de informação do teatro de marionetas, que concilia a representação das várias técnicas de manipulação de marionetas com o percurso histórico desta forma teatral. Através do relato de pequenas histórias e de factos, dá-se informação da transformação e desenvolvimento das marionetas através dos tempos. Nele são manipuladas marionetas tradicionais do continente asiático, berço desta forma teatral.
Esta iniciativa, com entrada livre, pertence ao TEIAS – REDE CULTURAL DO ALENTEJO, com organização do Município de Estremoz e cofinanciado pelo INALENTEJO/QREN/EU.
O espetáculo “Bonecos do Mundo” resulta do encontro de marionetas tradicionais de várias partes do Mundo com marionetas do TRULÉ, também elas viajadas pelo Mundo e, por isso, do Mundo.
“Bonecos do Mundo” é um espetáculo formativo e de informação do teatro de marionetas, que concilia a representação das várias técnicas de manipulação de marionetas com o percurso histórico desta forma teatral. Através do relato de pequenas histórias e de factos, dá-se informação da transformação e desenvolvimento das marionetas através dos tempos. Nele são manipuladas marionetas tradicionais do continente asiático, berço desta forma teatral.
Esta iniciativa, com entrada livre, pertence ao TEIAS – REDE CULTURAL DO ALENTEJO, com organização do Município de Estremoz e cofinanciado pelo INALENTEJO/QREN/EU.
10 de novembro de 2013
Loquitur Latine até fim de Novembro em Évora
A Câmara Municipal de Évora inaugura no próximo dia 9 de novembro, sábado, pelas 16 horas, no Palácio de D. Manuel (1º andar), uma exposição de pintura intitulada “Loquitur Latine”, composta por trabalhos realizados pelo artista plástico Pedro Calhau.
A exposição assenta num corpo de trabalho realizado pelo artista ao longo de cinco anos, reunido pela primeira vez nesta ocasião. “Loquitur Latine?” (Fala latim), título da exposição, foi uma forma encontrada de questionar qual é o valor e o fundamento da pintura no tempo em que vivemos: -De que trata, afinal?; -Teremos de ter um conhecimento apurado para a podermos ter na nossa vida?
Pedro Calhau nasceu em Évora em 1983, mas atualmente vive e trabalha em Lisboa. Em 2006 formou-se no curso de Artes Visuais da Universidade de Évora e no mesmo ano ingressou na Ar.Co-Centro de Arte e Comunicação para complementar os seus estudo na área das artes. As suas obras já integraram exposições realizadas um pouco por todo o país e especialmente em Évora, a sua terra natal.
Esta mostra estará patente até dia 30 de novembro, podendo ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 13:00 às 18:00, encerrando aos domingos todo o dia e aos sábados apenas na parte da manhã.
A exposição assenta num corpo de trabalho realizado pelo artista ao longo de cinco anos, reunido pela primeira vez nesta ocasião. “Loquitur Latine?” (Fala latim), título da exposição, foi uma forma encontrada de questionar qual é o valor e o fundamento da pintura no tempo em que vivemos: -De que trata, afinal?; -Teremos de ter um conhecimento apurado para a podermos ter na nossa vida?
Pedro Calhau nasceu em Évora em 1983, mas atualmente vive e trabalha em Lisboa. Em 2006 formou-se no curso de Artes Visuais da Universidade de Évora e no mesmo ano ingressou na Ar.Co-Centro de Arte e Comunicação para complementar os seus estudo na área das artes. As suas obras já integraram exposições realizadas um pouco por todo o país e especialmente em Évora, a sua terra natal.
Esta mostra estará patente até dia 30 de novembro, podendo ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 12:00 e das 13:00 às 18:00, encerrando aos domingos todo o dia e aos sábados apenas na parte da manhã.
9 de novembro de 2013
Espaço Celeiros: mais atividades regulares
Além dos encontros de Cante Alentejano, das aulas de Flamenco, Sevilhanas e Danças do Mundo para Seniores, Crianças e Adultos, em Novembro iniciam mais aulas de dança no Espaço Celeiros:
Sessões de Dança Contemporânea
segundas-feiras, 19h30; quartas-feiras,19h00
Espaço Celeiros, Évora
Estas sessões, orientadas por Márcio Pereira, são indicadas a todos os que desejam estabelecer contacto com a dança contemporânea, teatro e performance, através da abordagem de técnicas como contacto-improvisação, improvisação, criação em tempo real, pilates, barra de chão, entre outras.
Sessões de Dança Contemporânea
segundas-feiras, 19h30; quartas-feiras,19h00
Espaço Celeiros, Évora
Estas sessões, orientadas por Márcio Pereira, são indicadas a todos os que desejam estabelecer contacto com a dança contemporânea, teatro e performance, através da abordagem de técnicas como contacto-improvisação, improvisação, criação em tempo real, pilates, barra de chão, entre outras.
Além de se explorarem técnicas de movimento contemporâneo enquanto ferramentas de trabalho, proporcionam-se momentos de partilha, entre o saber e o estar, numa iniciação ao universo da Dança Contemporânea.
Saiba mais AQUI.
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Visite Reguengos e traga uma garrafa...
O Município de Reguengos de Monsaraz vai comemorar o Dia Europeu do Enoturismo, no domingo, 10 de novembro, com a oferta de brindes nos postos de turismo do concelho. Desta forma pretende-se promover e divulgar a oferta vinícola e gastronómica, mas também as seis unidades de enoturismo do concelho.
Reguengos de Monsaraz junta-se a outras cidades portuguesas e rotas de vinhos que comemoram a quinta edição do Dia Europeu do Enoturismo. Um concelho que possui vinhos de elevada qualidade apreciados em todo o mundo.
A cultura da vinha é milenar em Reguengos de Monsaraz, embora a atividade vinícola não fosse fundamental para a economia da região até finais do século XIX. O que hoje é uma região vitivinícola consolidada teve origem numa intervenção planeada e efetuada por Manuel Papança (Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz entre 1851 e 1871), que deu origem ao plantio de cerca de um milhão de cepas e desenvolveu significativamente a produção vinícola em apenas cinco anos.
Reguengos de Monsaraz junta-se a outras cidades portuguesas e rotas de vinhos que comemoram a quinta edição do Dia Europeu do Enoturismo. Um concelho que possui vinhos de elevada qualidade apreciados em todo o mundo.
A cultura da vinha é milenar em Reguengos de Monsaraz, embora a atividade vinícola não fosse fundamental para a economia da região até finais do século XIX. O que hoje é uma região vitivinícola consolidada teve origem numa intervenção planeada e efetuada por Manuel Papança (Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz entre 1851 e 1871), que deu origem ao plantio de cerca de um milhão de cepas e desenvolveu significativamente a produção vinícola em apenas cinco anos.
8 de novembro de 2013
Todo o vinho já bebido...
Naquele tempo, nenhuma daquelas pessoas levantava o cálice de vinho de encontro à luz para lhe apreciar a cor. Não se conhecia sequer quem o fizesse, desconhecia-se por completo essa possibilidade.
Na verdade, nenhuma daquelas pessoas bebia vinho em cálices, mas sim em copos de vidro grosso que eram batidos no balcão de mármore ou na mesa de madeira assim que ficavam vazios. E ficavam vazios muitas vezes.
Naquele tempo, aquelas pessoas não bebericavam com a ponta dos lábios, enchiam a boca de vinho. Fresco, maduro, tinto, era bebido com uma sede própria, incomparável com a sede de água ou de qualquer outro líquido. Era uma sede como um incêndio, precisava de ser extinta. Se houvesse pouco tempo, um pequeno lanche, um encontro de amigos, uma tira de toucinho frito para dividir a meio da manhã, bebia-se uma garrafa de litro.
Naquele tempo, aquelas pessoas não bebericavam com a ponta dos lábios, enchiam a boca de vinho. Fresco, maduro, tinto, era bebido com uma sede própria, incomparável com a sede de água ou de qualquer outro líquido. Era uma sede como um incêndio, precisava de ser extinta. Se houvesse pouco tempo, um pequeno lanche, um encontro de amigos, uma tira de toucinho frito para dividir a meio da manhã, bebia-se uma garrafa de litro.
De vidro verde, com duas estrelinhas moldadas ao fundo do gargalo, tinha um depósito de dez escudos. Essa era a mesma garrafa que se beberia com facilidade, a escorregar ligeira, num almoço solitário à sombra, com marmita trazida de casa. Se houvesse mais companheiros nessa hora de almoço, gente a descansar as mãos e o corpo, trabalhadores de várias artes do campo, ou pedreiros e serventes, ou mecânicos e aprendizes, então seria necessário um garrafão.
Cinco litros bem medidos diretamente da pipa. O garrafão era revestido por um entrançado de vime, como se estivesse vestido por uma cesta. Tinha uma pega redonda a unir o gargalo e o corpo, que ajudava quem quisesse levantá-lo e beber logo do garrafão. E havia muita gente a aproveitar essa liberdade. Além disso, naquele tempo, nem sempre havia copos à mão.
Os garrafões viajavam bem. Nos alforges dos burros ou das motorizadas, seguiam sempre equilibrados, dois garrafões cheios na ida ou, no regresso, dois garrafões vazios. Naquele tempo, eram muitas as pessoas que não imaginavam uma viagem sem garrafão entre os bens mais necessários. Nas excursões de autocarro ou nas paragens em todas as estações e apeadeiros dos comboios inter-regionais, quando chegava a hora, havia sempre um guardanapo de pano que se desembrulhava, uma navalha que se abria e um garrafão. Naquele tempo, não havia copos de plástico. Havia copos de vidro que eram cheios até ficarem rasos, a uma gota de transbordar.
As paredes das tabernas cheiravam a vinho. Era como se aquele cheiro se tivesse entranhado na pedra. O taberneiro enchia o copo com uma precisão afinada pela repetição. O vinho formava uma superfície de brilho que se erguia ligeiramente acima do rebordo do copo. Muito sério, o freguês fixava esse trabalho e exigia que o copo ficasse bem cheio, até ao máximo. Era exatamente isso que acontecia. O taberneiro nunca entornava ao encher e o freguês nunca entornava ao levar o copo à boca, de mindinho espetado, de olhar pousado no equilíbrio.
Naquele tempo, o vinho era sinónimo de muitas coisas, nem todas certas. Durante o futuro inteiro, seremos sempre alguém que esteve naquele passado. Não podemos fingir que não vivemos. Ainda assim, por tudo aquilo que não era certo, que era tão triste, ainda bem que aquele tempo já passou.
José Luís Peixoto
Cinco litros bem medidos diretamente da pipa. O garrafão era revestido por um entrançado de vime, como se estivesse vestido por uma cesta. Tinha uma pega redonda a unir o gargalo e o corpo, que ajudava quem quisesse levantá-lo e beber logo do garrafão. E havia muita gente a aproveitar essa liberdade. Além disso, naquele tempo, nem sempre havia copos à mão.
Os garrafões viajavam bem. Nos alforges dos burros ou das motorizadas, seguiam sempre equilibrados, dois garrafões cheios na ida ou, no regresso, dois garrafões vazios. Naquele tempo, eram muitas as pessoas que não imaginavam uma viagem sem garrafão entre os bens mais necessários. Nas excursões de autocarro ou nas paragens em todas as estações e apeadeiros dos comboios inter-regionais, quando chegava a hora, havia sempre um guardanapo de pano que se desembrulhava, uma navalha que se abria e um garrafão. Naquele tempo, não havia copos de plástico. Havia copos de vidro que eram cheios até ficarem rasos, a uma gota de transbordar.
As paredes das tabernas cheiravam a vinho. Era como se aquele cheiro se tivesse entranhado na pedra. O taberneiro enchia o copo com uma precisão afinada pela repetição. O vinho formava uma superfície de brilho que se erguia ligeiramente acima do rebordo do copo. Muito sério, o freguês fixava esse trabalho e exigia que o copo ficasse bem cheio, até ao máximo. Era exatamente isso que acontecia. O taberneiro nunca entornava ao encher e o freguês nunca entornava ao levar o copo à boca, de mindinho espetado, de olhar pousado no equilíbrio.
Naquele tempo, o vinho era sinónimo de muitas coisas, nem todas certas. Durante o futuro inteiro, seremos sempre alguém que esteve naquele passado. Não podemos fingir que não vivemos. Ainda assim, por tudo aquilo que não era certo, que era tão triste, ainda bem que aquele tempo já passou.
José Luís Peixoto
7 de novembro de 2013
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